| O ministro das Finanças considerou positivas as alterações introduzidas ao Pacto de Estabilidade e Crescimento, realçando a «flexibilidade» que agora passa a dar aos países que não cumprem o défice dos três por cento do PIB.
«Introduz maior racionalidade económica nas suas consequências. Em particular para Portugal gostaria de referir que quando um país entra em défice excessivo o período de ajustamento é substancialmente dilatado para voltar a ter um défice abaixo dos três por cento», notou Campos e Cunha.
No final de um jantar de trabalho dos ministros das Finanças da UE, Campos e Campos disse ainda que Portugal poderá voltar a registar um défice excessivo, tal como em 2001, o que motivou um procedimento contra o país, o primeiro de sempre.
«Há uma probabilidade elevada de ultrapassarmos os três por cento do PIB em 2005 se nada for feito», lembrou o titular da pasta das Finanças, que assinalou o facto de o compromisso relativo a este documento ter sido alcançado por 25 governos «muito diferentes».
Esta quarta-feira, no segundo dia da Cimeira da Primavera, os líderes da UE vão tentar reactivar a estratégia de Lisboa, um conjunto de reformas sociais, económicas e ambientais com o objectivo de dinamizar o crescimento económico e criar mais emprego.
A aprovação da revisão da Estratégia de Lisboa, aprovada em 2000 e que pretendia tornar a UE a economia mais competitiva do Mundo baseada no conhecimento, será o último acto antes do encerramento da Cimeira da Primavera da União, que decorreu em Bruxelas. |