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Sindicatos querem reabertura de negociações
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Flexibilidade agrada a ministro das Finanças
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Sindicatos querem reabertura de negociações 2005-03-23 15:04:38
 
A Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública quer a reabertura das negociações salariais e vai pedir ao actual governo aumentos na ordem dos 5,5 por cento para que não volte a haver perda do poder de compra.

Paulo Trindade justifica o seu pedido com o facto de o anterior executivo liderado por Santana Lopes se ter recusado a aceita qualquer proposta, tendo imposto unilateralmente um aumento de dois por cento.

«A nossa reivindicação era de 5,5 por cento com a garantia que nenhum trabalhador teria aumentos inferiores a 50 euros. Se os aumentos ficarem em dois por cento haverá nova perda de poder de compra dos salários dos trabalhadores», afirmou o sindicalista.

Para tentar a reabertura das negociações, os sindicatos deslocaram-se esta quarta-feira Ministério das Finanças, esperando agora uma resposta positiva do Governo.

«Esperamos que o Governo saiba interpretar o sentido de mudança do voto dos portugueses no dia 20 de Fevereiro», concluiu.

 
 
Flexibilidade agrada a ministro das Finanças 2005-03-23 15:03:18
 
O ministro das Finanças considerou positivas as alterações introduzidas ao Pacto de Estabilidade e Crescimento, realçando a «flexibilidade» que agora passa a dar aos países que não cumprem o défice dos três por cento do PIB.

«Introduz maior racionalidade económica nas suas consequências. Em particular para Portugal gostaria de referir que quando um país entra em défice excessivo o período de ajustamento é substancialmente dilatado para voltar a ter um défice abaixo dos três por cento», notou Campos e Cunha.

No final de um jantar de trabalho dos ministros das Finanças da UE, Campos e Campos disse ainda que Portugal poderá voltar a registar um défice excessivo, tal como em 2001, o que motivou um procedimento contra o país, o primeiro de sempre.

«Há uma probabilidade elevada de ultrapassarmos os três por cento do PIB em 2005 se nada for feito», lembrou o titular da pasta das Finanças, que assinalou o facto de o compromisso relativo a este documento ter sido alcançado por 25 governos «muito diferentes».

Esta quarta-feira, no segundo dia da Cimeira da Primavera, os líderes da UE vão tentar reactivar a estratégia de Lisboa, um conjunto de reformas sociais, económicas e ambientais com o objectivo de dinamizar o crescimento económico e criar mais emprego.

A aprovação da revisão da Estratégia de Lisboa, aprovada em 2000 e que pretendia tornar a UE a economia mais competitiva do Mundo baseada no conhecimento, será o último acto antes do encerramento da Cimeira da Primavera da União, que decorreu em Bruxelas.

 
 
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